domingo, outubro 08, 2006

Talvez

Vieste até mim guiada por algo que não se compreende, chegaste e eu estou aqui tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe. Nunca pediste muito de mim, tudo que querias era ouvir as palavras que nunca te disse, estranho, as palavras por vezes custam sair, e quando saem nunca são aquilo que esperávamos. Dentro de mim existe uma tempestade que não me permite responder, o medo do passado que me assombra, o medo do futuro, talvez, mas não me parece porque sempre ergui a cabeça.
Choras, porque choras? Choro? Não, não choro.
É madrugada, não consigo dormir, penso em tudo o que se passa a minha volta, não encontro soluções, para já, resta-me esperar para solucionar tudo, pergunto-me se tu também vais esperar, eu sei que não, mas fico feliz não quero que sejas a prisioneira das minhas palavras, ou melhor, daquilo que não te disse. Entretanto ficam as dúvidas no ar do “talvez” e do “se”, mas isso não sei responder, não agora, talvez, se um dia existir o nós e não o eu e o tu.

6 comentários:

Frankie disse...

Nino, ultimamente pareces um pouco em baixo...
Sabes, um dia disseram-me que o mundo não gira em torno do sol...Gira em torno dos "ses"...
Na altura não liguei muito mas a verdade é que, para muitos de nós, e em muitas situações, acaba por ser assim mesmo...
Eu mesma já me arrependi de muitas coisas que disse...a muita gente... Mas, muito mais do que isso, arrependi-me daquilo que "não disse"...Por isso, nino, pensa que, às vezes, aquilo que dizemos, pode até não ser o que gostaríamos de dizer, ou o que gostariam de ouvir de nós...Mas é sempre melhor dizê-lo do que ficar com o eterno "amargo de boca" das palavras que não saíram...

Um beijo bem grande de quem, acredites ou não, ainda te adora

Xika

Bolacha de Aveia disse...

(suspiro) ai ai ... que lindo... essa musa, apesarde não ouvir as palavras indicadas da tua boca, encanta-te os sentidos... é bom ouvir palavras destas quando julgamos que a indecisão do amor se encontra perdida...

Anónimo disse...

Problema de Expressão - Clã

Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.

Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.


;)

beijinho

Sol disse...

Oh Migo... gosto muito de te ler, espero que o teu nós exista e que essa tempestade deixe o sol raiar na tua vida...

Beijoquinha:)))

JRP disse...

Belo texto. E, já agora, também amo o Porto.

Anónimo disse...

as palavras são realmente lindas, mas tambem existe o outro lado da medalha e por vezes dizemos tudo aquilo que queremos e sentimos e é o outro lado que não aceita o nosso amor.....
bjs